15 de maio de 2017

Filosofia de Boteco - Pra Onde Vamos?

O que vivemos hoje é um verdadeiro show de horror. Víamos e líamos sobre o futuro, as maravilhas do séc. 21, mas não pensávamos na relação humana. Hoje já vivemos muita coisa que só imaginávamos com a ajuda de filmes e livros de ficção: telefone com imagem, mensagem instantânea, fotos com movimento, informações em nuvem, robôs. A lista vai longe do que já alcançamos. E já tem maluco doidin pra ir a Marte!

Tudo isso genial, mas, como falei, e a relação humana?

Por outro lado o ser humano está cada vez mais sujo, baixo e ganancioso. Já percebo há um tempo que nós seres humanos estamos atrapalhando a evolução do Planeta Terra. Nosso egoísmo está acabando com tudo e todos. Interferimos em tudo em nome de nada.

O que veio para nos ajudar, a tecnologia, está nos matando de forma mais rápida. Foi como usar uma descoberta tão importante como o avião pra jogar bomba (um micro exemplo da maldade do ser humano).

É importante não nos excluirmos. Falo de mim, de você, do carteiro, toda sua família, seus e meus amigos... Ninguém escapa! Somos idiotas, quando poderíamos ser incríveis. E da forma como andam as coisas, não mudaremos a postura e o comportamento tão cedo.

Em 2050 seremos quase 10 milhões no Planeta. Haverá espaço pra todos? Olhe o que vivemos hoje em relação a refugiados, fome, má distribuição... imagine então em 15 ou 30 anos! Se continuarmos com essa baboseira de fronteira, vamos nos destruir cada vez mais e, pensando bem, não seria má ideia. Nos auto exterminar, assim sobram no Mundo os bichos e a natureza. Sem dúvida muito melhor!!!

Somos cada vez mais individualistas e insistimos em costumes ultrapassados – como o consumo excessivo e o acúmulo. É preciso uma mudança de comportamento urgente. É só você parar e olhar a coisa toda se deteriorando, países da Europa, Oriente Médio, África, América Central, América do Sul. E as pessoas continuam nas mãos de Ditadores. É muita inimizade por nada. Onde vai dar tudo isso?

E daí se Coreia atacar os EUA que aí ataca o Oriente Médio e é atacado pela Rússia que ataca a Alemanha e todo mundo se mata e pronto? E...???

Isso cansa demais! Mostra o quanto somos os reis da “vergonha alheia”, verdadeiros imbecilóides e que nos achamos ‘a última bolacha do pacote’.

Ver o Brasil, país de 3º Mundo, onde o estudo e a leitura são coisas raríssimas, querer discutir ideologia, rachar por conta de ideais furados, comemorar a eleição na França ou xingar a dos Estados Unidos. Quem somos nós para palpitar em alguma coisa?!? Quem se importa nesse mundão com o que o brasileiro pensa a respeito dos grandes problemas mundiais?

Há um longo caminho até um dia termos alguma relevância política para o Planeta.
Brasileiro é muito arrogante, principalmente a classe mais abastada. Somos terceiro-mundistas, subdesenvolvidos, porque então querer botar banca?

O país acordou para a política há poucos anos e agora todo mundo se acha expert no que acontece em Brasília e fazendo da política o que se faz com o futebol. Política não é para se torcer. É para se cobrar! Agora todo mundo, mesmo sem entender nada, se acha capacitado para opinar sobre qualquer coisa de política. É típica do brasileiro essa arrogância a respeito do conhecimento das coisas. Não lê sequer um livro por ano e se acha. Bora estudar e entender as coisas para não precisar se escorar na opinião ou posicionamento dos outros.

Discutir ideologia é coisa de burguês metido a conhecedor do assunto. Vai falar de esquerda ou direita em favelas, periferias, comunidades e o máximo que vão te perguntar é “depende do endereço onde você quer ir!”. Dane-se ideologia! O importante é hospital funcionando. Escola com gente feliz, professores ganhando bem. O importante é estudo para diminuir violência e ter uma polícia pacífica.

O importante é chegar ao hospital com dor e poder ser atendido, fazer o exame, detectar o problema e curá-lo, mesmo precisando de quarto, cirurgia, equipamento e remédios. Dane-se o posicionamento ideológico de quem vai efetivamente promover essas mudanças, contando que não sejam pessoas do mal e, obviamente, pensem no coletivo.

É como o CD que você compra: você está preocupado em saber qual é a gravadora que o lançou? Claro que não. Dane-se a gravadora!

Se tivermos um governo sem corrupção, o Brasil terá dinheiro de sobra para escolas, hospitais e primeira linha. Basta boa vontade.

Então fica essa picuinha de um querendo defender o lado A e outro defendendo lado B. Patético! Nada anda. Pena o Brasil não ser parlamentarista. No plebiscito de 1993 eu votei pela implementação do Parlamentarismo. Infelizmente perdeu.

Tá tudo errado. Pra todos os lados as pessoas cada vez mais fúteis, preocupadas com coisas fúteis, banalizando a si mesmas.

Arrogância, futilidades e, principalmente, o egoísmo. São esses os alimentos do ser humano. E vamos piorando...

25 de abril de 2017

Ideologia - Cazuza



O Contexto

Abril foi o mês de lançamento de 'Ideologia', 3º disco solo de Cazuza e o mais significativo de sua discografia.

Portais brasileiros de notícias, blogs e outros sites preferiram lembrar de lançamentos gringos como o 1º do Ramones, ‘Check Your Head’ do Beastie Boys, e até mesmo o 1º do Damned (discos que tenho e amo!). Eu entendo isso uma vez que brasileiro não sabe dar valor a sua história. Mais que isso: praticamente ninguém sabe sobre os lançamentos brasileiros, e não se importa muito com a nossa história, mesmo que seja cultura pop.

É preciso falar do contexto na época desse lançamento: o Brasil, claro, em crise terrível, o Cruzado indo cada vez mais para um buraco sem fundo enquanto o Governo Sarney, já de saída, cagava e andava cada vez mais para a população do país (quem se lembra do voo da alegria para Paris, quando Sarney foi pra lá e levou 80% de Brasília com ele para a festança?). Aquela festa do consumismo gerada pelo fracassado Plano Cruzado já havia acabado e ninguém sabia o que iria acontecer, nem mesmo os políticos e ministros.

A cena musical da época estava também ficando insegura quanto ao futuro, e a crise financeira já batia na porta das gravadoras. Quem resistia eram artistas já consagrados como Paralamas, Titãs, Barão Vermelho, Legião, Engenheiros, Ira! e Cazuza, entre outros poucos.

Desde quando saiu do Barão, a carreira de Cazuza foi bastante intensa, principalmente porque os boatos de que estava com HIV cresciam a cada aparição dele em TV, fotos, etc.

É preciso também entender que o vírus HIV e a aids era algo absolutamente novo, no qual nem os cientistas conheciam direito, por isso, todos começavam a ficar preocupados, apesar de nesse começo ser tida como uma doença exclusiva de homossexuais – o que não era, mas ninguém sabia. Todos os dias em jornais impressos ou na TV, nas revistas, rádios e na conversa do dia a dia, surgiam fatos novos relacionados ao HIV, possíveis remédios, tratamentos, havia cura ou não, prevenção e tals. Dentro desse contexto estava Cazuza que a cada imagem, mudava o aspecto físico: cada vez mais magro e cabelos cada vez mais lisos.

Por isso tudo ele se tornou alvo preferido da mídia – lembrando que nessa época (graças a Deus) ainda não havia no Brasil o mercado da fofoca, paparazzi e revistas como a Caras. Tínhamos coisas como Contigo e Fatos e Fotos, mas que se restringiam a escrever sobre a programação das TVs, as novelas, programas e os ídolos, mas nunca ultrapassando o lado profissional. Por isso Cazuza foi um dos primeiros artistas a ter sua vida pessoal vasculhada e observada.

Entre o ‘Só Se For a Dois’, lançado em março de 1987, e o ‘Ideologia’, lançado em abril de 1988, muita coisa aconteceu na vida de Cazuza, que se tornava cada vez mais intensa. Suas viagens aos Estados Unidos para tratamento eram sempre cercadas de mistérios e para a imprensa era prato cheio. Isso foi, claro, dando mais importância para a carreira artística dele, até porque ele não media palavras, era inteligente, escrevia letras maravilhosas, era muito querido no meio artístico e sempre teve uma postura corajosa e não tinha medo de se posicionar para nada.

Até o lançamento de ‘Ideologia’, não havia em suas letras nenhuma referência ao seu estado de saúde (ele foi descobrir ser portador do HIV pouco depois de lançar o "Só..."). Ele escrevia basicamente sobre amor e suas porra louquices. A certa altura todo mundo queria saber o que Cazuza tinha pra falar. Inclusive pelo boato do HIV que crescia. E tudo o que líamos a respeito da doença, batia com algumas coisas vistas em Cazuza (por exemplo, a perda de peso e o cabelo liso por conta do uso do AZT). Isso gerava uma curiosidade tremenda.

Quando o ‘Ideologia’ foi lançado. Pow! Batata! Ali estavam declarações cristalinas de que ele estava sim com uma doença terminal, mas mesmo assim demorou um tempo até assumir estar contaminado pelo HIV. “Ideologia”, “Boas Novas”, “Vida Fácil”, “Blues da Piedade” e outras, todas elas tinham algo a ver ou com a sua doença ou com o que ele estava vivendo em relação aos boatos na imprensa. E foi um ano antes, logo depois do lançamento de ‘Só Se For a Dois’, que Cazuza descobriu ser portador do HIV.

‘Ideologia’ é um discaço! Monumental. Produção impecável. Composições de primeira! Letras maravilhosas! E a doença trouxe algo novo para seu texto, mais raiva, mais coragem. Ele mesmo disse que Renato Russo despertou inveja nele (no bom sentido), e que o fez buscar outras inspirações para as letras, daí surgiu temas políticos e de comportamento. Colocou mais agressividade em sua porra louquice amorosa.

O Disco

Sabemos que na maioria dos casos em que a pessoa corre o risco de morrer, que chega perto da morte de fato, ela muda. Assim foi com Cazuza dois anos depois de descobrir estar com HIV. Foram diversas viagens para os EUA durante seu tratamento, mas parece que a ocorrida no segundo semestre de 1987, para Boston, foi mais séria. Cazuza continuou, da forma que podia, sendo o porra louca que era, e continuou bebendo e fumando. E se tornou super produtivo, pois sabia que não teria muito tempo.

Voltou da viagem com ideias novas. Mudou até a forma de escrever, além de ampliar os temas, passou a usar a 3ª pessoa do singular. Teve aulas de canto, mudou seu tom, chamou músicos de primeira qualidade, deixou os teclados de lado, assinou a produção junto com Ezequiel Neves e Nilo Romero (seu baixista, parceiro e diretor musical) e mostrou um amadurecimento incrível.

‘Ideologia’ é, disparado, seu melhor disco. Assim como ele chocou a mídia com as letras do 1º Barão Vermelho, assim o fez novamente em ‘Ideologia’.

Repertório de primeira. Os parceiros nas composições são: Frejat, Ritchie, George Israel, Nilo Romero, Gilberto Gil, Dé, Zé Luis e Renato Ladeira. Cazuza assina sozinho três músicas. No estúdio teve a ilustre participação de Raphael Rabello com seu belo violão de 7 cordas na maravilhosa “O Assassinato da Flor”, de Lobão tocando bateria em “Obrigado (Por Ter Se Mandado)” e de Sandra de Sá fazendo backing vocal em “Blues da Piedade” e “Guerra Civil”.

‘Ideologia’ tem um pouco de tudo: rock, mpb, funk e até bossa nova. Mas tudo faz sentido, tem direção musical. Tem músicas de amor, seu lado boêmio exagerado e a novidade que era "Brasil", música de protesto. Inclusive foi tema de abertura da novela ‘Vale Tudo’, uma das mais emblemáticas dos anos 1980. Em show no Canecão, durante a turnê desse disco, Cazuza cuspiu na bandeira brasileira, gerando um certo buchicho, revolta de uns, e graça para outros.

O roqueiro romântico mudou sem deixar o romantismo, lançou um disco maduro e mostrou pra quem, àquela altura, ainda duvidava de sua capacidade como artista. E fez com maestria a mudança que queria, ampliando seus horizontes de influências e ideias. Engraçado que, em paralelo, o Barão Vermelho com ‘Carnaval’, lançado no mesmo ano, também chegou ao seu amadurecimento pós Cazuza, e “Pense Dance” também fez parte da trilha sonora de ‘Vale Tudo’ (sendo a música da personagem protagonista Maria de Fátima).

A turnê do disco, a que Cazuza usa o famoso figurino branco com lenço na cabeça, gerou o ótimo ao vivo 'O Tempo Não Para', lançado em janeiro de 1989 (ano em que corajosamente assumiu ter aids).

'Ideologia' era pra ter sido lançado no final de 1987, mas os dois meses em Boston fizeram os planos mudarem. Quis o destino assim, ainda bem, pois o que aconteceu com Cazuza foi determinante para a criação de ‘Ideologia’. Como ele mesmo afirmou “é o disco da sobrevivência”.

Lado A
Ideologia
Boas Novas
O Assassinato da Flor
A Orelha de Eurídice
Guerra Civil
Brasil

Lado B
Um Trem Pras Estrelas
Vida Fácil
Blues da Piedade
Obrigado (Por Ter Se Mandado)
Minha Flor, Meu Bebê
Faz Parte do Meu Show

PS: Acompanhe no Instagram o dia a dia do rock brasileiro, lançamentos e curiosidades em efemerides_do_rock_brasileiro








9 de março de 2017

Bandas Exclusivas

Fred Banana Combo
Estava há tempos querendo registrar algumas bandas que eu gosto, desde os anos 80, mas que são desconhecidas. E o termo que me veio à cabeça para definir o que queria falar foi Bandas Exclusivas.

Tem uma coisa legal no gosto pessoal que é o fato de você acabar tendo artistas que parece que só você conhece. Nem é o fato das outras pessoas não gostarem, mas é o fato de não conhecer mesmo.

Em Brasília, por ter gente de todos os lugares do Brasil e do mundo, chegava muita coisa que era nada ou pouco conhecida no país.

Fred Banana Combo, Stranglers, XTC, Gang of Four, Haircut 100, Dr. Feelgood, The Fun BoyThree, Ian Dury…

Alguns nomes você até pode conhecer por ouvir falar, e até saber de uma ou outra música, mas em Brasília elas ajudaram a moldar o som das bandas da Turma da Colina.

Mas o que quero dizer mesmo é do fato de haver diversos artistas bons, mas que são pouco conhecidos aqui, por diversos motivos. Muitas dessas bandas as gravadoras multinacionais com filial no Brasil nem lançava aqui.

Adam and The Ants teve dois de três discos seus, lançados aqui, mas não pegou. Excelente banda! Faz um som que mistura pós punk, hard rock, experimentalismo. “Stand and Deliver” tocou aqui, o clipe passava no Som Pop, mas não rolou. Banda de Londres, Adam Ant é da turma que tinha Clash, Sex Pistols, Siouxsie, Generation X, Damned. Os discos são cheios de esquisitices. O 1º é incrível: “Cleopatra”, “Zerox”, “Tabletalk”. Procure por ‘Dirty Wears White Sox’ que vale a pena!

Dr. Feelgood
Dessa época, início dos 1980, ainda tem a banda punk alemã Fred Banana Combo, banda que fez a melhor versão de “Yesterday” do Beatles. Assim como ninguém fez uma versão melhor que a de Joe Cocker para “With a Little Help From My Friends”, ninguém fará o que Fred Banana Combo fez com “Yesterday”. A banda lançou 4 discos. No 1º disco ainda tem outra ótima versão de Beatles (“She Loves You”) e uma maravilhosa de “Johnny B. Good”.

Fred Banana Combo é punk rock do bom e ainda tinha a belíssima Nicolle Meyer, competente tanto cantando, quanto tocando baixo ou bateria. Fera! Pra quem gosta de ver garotas de personalidade tocando rock com competência, Nicolle é um prato cheio. Não é fácil achar os discos da banda. Há material no You Tube. É uma dessas bandas que são recorrentes nos meus tocadores, desde os tempos do walkman.

Outros nomes que são assíduos, desde os tempos de Brasília, tem Ian Dury, Dr. Feelgood e Stranglers. Além da influencia, de tabela, do pub rock. Sobre tudo isso já escrevi aqui. Stranglers, por exemplo, é uma aula de banda de punk rock com teclado, e ainda tem o baixo de JJ Burnell, que é influência indispensável pra qualquer baixista.

Não dá pra dizer um momento exato, mas acredito que até 1985 ainda havia uma cena rock (de forma geral) que dava pra seguir e conhecer, ao menos de nome, a maior parte dos artistas. Depois, a partir do início dos anos 1990, isso ficou mais difícil. Foi surgindo artista atrás de artista e virou uma coisa doida.

Adam and The Ants
Ah! E outra banda fundamental pra se escutar, principalmente quando se tem duas guitarras, é XTC. Absolutamente desconhecida aqui, mas com uma longa e respeitosa carreira, com diversos discos clássicos e fundamentais.

Desses nomes todos dos 70 e 80, não só são fundamentais pra quem gosta de ouvir rock, mas importantíssimos pra quem toca e quer fazer um som de qualidade. Um som que tenha algum diferencial.

Aquele velho papo: nesse período não havia muitas fontes de informação, e dessas bandas que citei até agora, não tínhamos informação alguma delas. As informações que sabíamos vinham de encartes dos discos ou de algum amigo que viajava pra fora e comprava, além de discos, alguma revista especializada (uma em um ano todo rsrs).

Entrei na MTV em 1993 e lá, obviamente, tive acesso a montes de artistas e informação. Lembro-me de assistir a uma mini apresentação ao vivo nos estúdios da MTV americana de uma banda chamada Possum Dixon, alternativa. Fiquei boquiaberto e fui atrás de seus discos. Na verdade, quando a conheci, ela só havia lançado o 1º, que é de 1993. A banda, de Los Angeles, não aconteceu. Lançou 3 discos, dois ótimos e um regular. Gravou clipes, participou de festivais e tals, mas não rolou. Possum Dixon acabou no final dos anos 90 e hoje o vocalista e baixista Rob Zabrecky é um bem sucedido mágico ilusionista. Recomendo fácil os dois primeiros discos.

The Stranglers
Outra dos anos 1990 incrível, mas que não é conhecida por aqui, é Squirrel Nut Zippers, banda americana de swing jazz, retro jazz ou sei lá o quê. Lançou 6 discos de estúdio (sendo três deles incríveis) e um ótimo ao vivo. Squirrel parou e voltou algumas vezes. Parece até que em 2016 voltou novamente.

Ainda dos 1990, mas que só foi aparecer mesmo nos 2000, tem o Modest Mouse, que também tem texto no blog. O duo Mates of State é outra coisa maravilhosa. Os primeiros discos são bem doidos, se quiser dá um olhada na postagem.

Não entendo o motivo pelo qual essas bandas nunca vieram para o Brasil, mesmo nesses festivais em que há 374 bandas por dia.

É engraçado que mesmo hoje, quando existe mais de um bilhão de artistas por metro quadrado em todo o mundo, dá pra se achar boas bandas que não chegam ao mainstream. Por algum motivo não se tornam queridinhas da grande mídia. Sorte pra quem gosta, como eu, de ter bandas exclusivas.


Adoraria poder assistir Modest Mouse (fez que vinha, mas não veio) com mais meia dúzia de pessoas e só rsrs. Isso aconteceu nos anos 1990, quando o Buzzcocks veio pra cá pela primeira vez, e fez dois shows vazios no Aeroanta. Foi lindo.

(e ainda ficou tanto nome de fora...)