30 de setembro de 2017

Brasil - Ordem e Progresso



SOU SÓCIO DE UMA EMPRESA CHAMADA ‘BRASIL - ORDEM E PROGRESSO’. ELA DÁ LUCROS QUE CHEGAM AOS TRILHÕES, QUIÇÁ QUADRILHÕES DE REAIS.
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PORÉM NINGUÉM TEM VISTO OS BENEFÍCIOS DESSE LUCRO, PIOR, A EMPRESA NÃO TEM SEQUER CONSEGUIDO SE PAGAR.
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A EMPRESA É RICA E TEM MUITA MATÉRIA PRIMA. ELA PODERIA SER MAIOR DO QUE É, E PODERIA CRESCER CADA VEZ MAIS (NÃO À TOA O “ORDEM E PROGRESSO”)
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PORÉM ISSO NÃO ACONTECE.
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NÃO ACONTECE PORQUE É UMA EMPRESA GERIDA POR EXECUTIVOS INEFICIENTES. PIOR QUE ISSO, EXECUTIVOS QUE ROUBAM.
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EXECUTIVOS ESSES QUE IGNORAM SEUS DONOS E FAZEM A FESTA COM O DINHEIRO DO LUCRO QUE PODERIA, E MUITO, BENEFICIAR NÃO SÓ OS DONOS DA EMPRESA ‘BRASIL – ORDEM E PROGRESSO’, MAS OS FUNCIONÁRIOS E, PASMEM, OS PRÓPRIOS EXECUTIVOS QUE SERIAM BEM VISTOS E BEM QUISTOS.
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O QUE ME ENTRISTECE E ME DEIXA DE CERTA FORMA IMPOTENTE DIANTE DESSA SITUAÇÃO É O FATO DE EU TER SÓCIOS QUE INSISTEM EM APOSTAR E ACREDITAR NESSES EXECUTIVOS INEFICIENTES.
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EM 2018 O CONTRATO DE PRATICAMENTE TODOS ELES IRÁ ACABAR.
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RESTA-ME TORCER PARA QUE MEUS SÓCIOS ACREDITEM QUE A MELHOR COISA A SE FAZER É CONTRATAR NOVOS EXECUTIVOS. MUDAR 100% O QUADRO DE EMPREGADOS DA EMPRESA ‘BRASIL – ORDEM E PROGRESSO’.
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INDEPENDENTE DA COR DO AZULEJO DA ENTRADA PRINCIPAL SER AZUL OU VERMELHA, ROXA OU ROSA, A EMPRESA TEM SEUS OBJETIVOS E DEVE ATINGI-LOS DE FORMA EFICIENTE.
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AFINAL, ESSA EMPRESA TEM MAIS DE 500 ANOS, E ESTÁ NA HORA DE DAR LUCRO E HONRAR O QUE PROMETE: ORDEM E PROGRESSO.

22 de julho de 2017

As Efemérides do Rock Brasileiro

Eu cresci ouvindo música. Em minha família não há músicos, mas meu pai e minha mãe sempre escutaram muita música.

MPB, soft rock, música italiana e francesa... escutava de tudo! Ainda com dez anos e escutando todas essas referências que vinham dos meus pais, fui apresentado ao punk rock.

De ouvir punk rock a querer formar uma banda bastou um milésimo de segundo. Passei a consumir o rock, frequentar os ensaios e shows que tinham em Brasília – quem leu O Diário da Turma 1976-1986 sabe do que falo – e também comecei a comprar revistas especializadas. Na verdade não eram muitas. Nessa época que comecei a ler essas revistas, 1980-1982, existia a SomTrês e a Mixtura Moderna (depois Pipoca Moderna). Aí veio a Roll, em outubro/1983; e em 1985 surgiu a Bizz. Elas não eram apenas fonte de notícias (velhas), mas também nossa fonte de imagens.

Aí meus amigos que tinham banda passaram a frequentar as páginas dessas revistas, eu formei a minha, os amigos lançaram discos e a música foi, naturalmente, permeando a história da minha vida. Cheguei em SP fui trabalhar em publicidade, parei de tocar por um tempo, mas como em Brasília, aqui em SP me enfiei na cena musical underground da cidade. Um ano depois estava com banda, gravando demos, e sempre na noite, nos shows e com amigos também músicos.

Continuava a ler as revistas especializadas, e agora em SP escutava também as rádios especializadas. Frequentava o centro, a galeria, casas noturnas, botecos e tals.

Eis que em 1993 entro para a MTV para fazer um trabalho freela de verão, mas como gostaram do meu trabalho me convidaram a ficar. Fiquei.

Nossas fontes de pesquisa eram revistas gringas, todas que você puder imaginar. Todas! Além das publicações brasileiras, jornais, revistas e muitos livros. Livros gringos e livros brasileiros (pouquíssimos).

Entre os livros gringos tinham dois especializados em datas, e pirei nisso. Um era da revista Rolling Stone e outro chamado Day By Day. Acho até que havia um terceiro, mas esses dois eu usava com frequência.

Assim que os vi disse pra mim: “vou fazer uma pesquisa sobre as efemérides do rock brasileiro”. Essa descoberta dos livros aconteceu logo no início de 1994, quando passei a fazer direção de praticamente todos os programas que eram feitos no Dep. Produção, já que eu a princípio cobri férias de todos os diretores que trabalhavam lá.

Em 1997 fui acometido por uma síndrome do pânico, que me obrigou a fazer algo da vida, além do trabalho. Botei minha cabeça pra funcionar e realizei alguns projetos. Um deles foi meu livro. Outra coisa que fiz foi um projeto grande para a MTV, um programa de 3 horas de duração que seria apresentado por João Gordo e passaria no sábado a noite. Na verdade madrugada de domingo. Da meia noite até 3h.

A direção da MTV até gostou do projeto, mas achou muito ousado, pedindo pra dividi-lo em três programas de uma hora cada. Assim surgiram Ultrassom e Quiz MTV (o terceiro foi descartado e nem lembro o que era). Esses novos programas entraram na grade de 1998, mesmo ano em que pus a produção do livro em prática e viajei para Rio e Brasília.

Do Ultrassom fui diretor e do Quiz ajudei no começo a fazer o roteiro e redação, que incluía a criação de perguntas e respostas musicais. Foi nesse momento que colhi as primeiras datas. Aproveitei a pesquisa que era preciso fazer para elaborar o texto do Quiz e fui juntando em um doc as datas que apareciam na minha frente. Juntei um punhado delas por uns 3 meses e deixei o doc de lado.

Passei a me dedicar a elaboração do Diário da Turma, que durou 4 anos para ser feito. Com ele pronto fui atrás de editora e tive um vácuo entre a assinatura do contrato e a produção do livro para lançá-lo. Foi nesse vácuo que comecei a pesquisar firme as datas do rock brasileiro.

Em 2000 estava morando no Rio pela MTV e insatisfeito. Na primeira oportunidade sai e voltei pra SP. Fui trabalhar como editor de música de um site adolescente que existia no mundo todo chamado tantofaz.net e lá fiquei por um ano.

Nesse biênio 2000-2001 passei a frequentar os arquivos dos jornais Folha de SP e Estadão. Também frequentei todos os sebos possíveis atrás de livros (eram pouquíssimos), revistas, jornais, publicações alternativas e discos de vinil.

As datas que eu tinha até então, a maioria era referente aos anos 1980. Juntei todas elas e apresentei para a editora. A primeira pergunta que me fizeram foi: porque só os anos 80?

Então arregacei as mangas e fui fazer uma pesquisa séria que abordasse TODA A HISTÓRIA DO ROCK BRASILEIRO, a começar em outubro de 1955. Não que o que eu tinha não fosse sério, mas realmente era incompleto. Era pop, mas incompleto. Aceitei o desafio.

POR CONTA PRÓPRIA investi nessa pesquisa (que dura até hoje). Pra frequentar o banco de dados desses jornais eu tinha que pagar por hora. Comprei revistas antigas como Pipoca Moderna, Roll, Bizz, Som Três, Revista do Rádio, Fatos & Fotos, Veja, Isto É, Manchete... Não eram só as especializadas. A pesquisa era completa. Eu pesquisava em tudo.

Eu também comprava discos de vinil, apesar de não mais ter vitrola, apenas para pesquisar a ficha técnica, porque quando não achava data nenhuma, era possível ver ali a data de início e fim de gravação do disco... ao menos o mês.

Mesmo assim, quando não encontrava nada de nada, eu ia atrás do próprio artista. Conseguia o telefone e ligava. Falei com artistas da jovem guarda, dos anos 70 e que gravaram grandes clássicos, artistas dos anos 80 e 90 também. Certa vez parei o ensaio da Nação Zumbi e um por um foi me dizendo seu nome completo, local e data de nascimento kkkkk. Liguei para o Pupilo e fui anotando tudo por telefone. Telefonei também para alguns ex-integrantes do João Penca, porque eu não havia achado  nada da banda.

A pesquisa foi SÉRIA e não foi nada fácil porque era uma época que a internet engatinhava aqui no Brasil, havia pouquíssimo conteúdo do que me interessava e era cara por ser discada.

Em certos momentos a pesquisa empacava em algum assunto, como no caso do pessoal do Casa das Máquinas que matou um operador de câmera da tv record. O caso aconteceu em 1977, mas achei matérias sobre esse assunto ainda em 1988.

Tiveram também as várias prisões de Lobão, o caso de Arnaldo Antunes e Tony Bellotto pegos com heroína, Barão Vermelho preso por porte de maconha, entre tantos outros casos. As mortes complicadas que aconteceram, mesmo de artistas desconhecidos como o ex-baixista da banda de Supla, de Joe Euthanázia e Cláudio Killer (João Penca). Fora as confusões da jovem guarda, porque naquela época rolava muita briga, muita porrada.

No meio do caminho achei muita coisa boa, TCCs que viraram livros não comercializados, e que estavam em sebos, como o livro sobre Madame Satã, casa noturna de SP; e também outro com a história do rock psicodélico brasileiro, mais focado nos anos 70.

Datas que eu não esperava ter foram aparecendo e enriquecendo cada vez mais a pesquisa. Não sei o número certo, mas já são mais de 800 efemérides sobre lançamentos, nascimentos e mortes e curiosidades das mais variadas.

Ao contrário de quando comecei, hoje a internet é fonte rica e segura de pesquisa. Os acontecimentos não param, por isso minha pesquisa não para nunca. Meu calendário musical só aumenta cada vez mais.

Já tentei publicar as efemérides de várias formas e cheguei a negociar o conteúdo com uma grande empresa de material escolar, porém não foi pra frente. A rádio Globo chegou a usá-las em uma parceria que durou pouco, por não cumprirem o acordo, que era verbal. Alteravam o texto de forma errada, não davam a fonte, entre outras coisas erradas que fizeram. Cortei a parceria rapidamente. Tive um blog só das efemérides, mas anos depois descobri que pessoas também davam copy/pasty e, além de alterar o texto não davam a fonte. Triste. Como já escrevi aqui, é gente que só sabe gozar com o pau dos outros. Não tem esforço próprio.

Em 2014 adquiri um smartphone e, em 2015, com sugestão de meu amigo Chuck (ex-MTV e hoje Vespas Mandarinas) abri uma conta no instagram: efemérides_do_rock_brasileiro

Junto com Chuck, reelaborei o conteúdo para adaptá-lo para rádio e You Tube. Fomos na 89FM, Kiss FM e nada. Não houve interesse. Apresentamos para produtoras o vídeo que fizemos com bonecos para o You Tube e não houve interesse. Ok. Sem problema rsrs.

Já fiz alguns orçamentos para fazer agendas permanentes com essas datas, mas o custo é muito alto e não tenho mais paciência de ir atrás de parceiros para essas datas.

Isso é conteúdo meu, exclusivo, único e inédito. Fiz por amor e nunca ganhei um tostão por isso. O que mais me dói no coração é saber essas efemérides do rock brasileiro, um conteúdo riquíssimo, vão se perder quando eu morrer.

Não são apenas datas, mas é a história do rock brasileiro contada em detalhes. Mesmo sendo esse conteúdo um segmento da cultura brasileira, é um documento rico.

As mais importantes dessas datas eu publico na conta do Instagram (enquanto existir e eu tiver saco de publicar rsrs):

efemérides_do_rock_brasileiro

PS: Além de tudo isso, essa pesquisa me deu mais experiência profissional em relação a texto, muita leitura, organização, produção, edição de texto e, claro, pesquisa propriamente dita.







15 de junho de 2017

TV Mix, O Embrião da MTV Brasil

Gosto de escrever e registrar as coisas que lembro da São Paulo da segunda metade da década de 1980, do período de quando cheguei aqui. Por isso, não poderia deixar de homenagear a TV Mix, um dos programas mais legais da televisão brasileira dos anos 1980. Há tempos vinha querendo escrever esse texto e deixo aqui um abraço aos amigos que participaram dessa história...
(Este texto está completamente ligado ao texto sobre a falta do Foda-se nos meios de comunicação hoje)

Ainda em 1987, mudar de Brasília para São Paulo, era quase que a mesma coisa que mudar de São Paulo para Nova York.

E cai em SP ainda em uma época muito boa em vários sentidos. Na televisão (que amo de paixão, não à toa trabalho com vídeo), fiquei maravilhado com a programação das TVs locais Cultura e Gazeta.. Na Cultura tinha um monte de coisas legais, entre elas Boca Livre (com Kid Vinil) e Bambalalão. 

Apesar da idade avançada, pirava no Bambalalão, programa infantil feito por uma turma da pesada, todo mundo começando a carreira. Hoje tenho certo orgulho de ser amigo de Álvaro Petersen, caipira como eu, e que era um dos manipuladores dos bonecos, além de outros papeis. Outro sujeito nota 10 que conheci do elenco do Bambalalão, foi Chiquinho Brandão, que fazia o incrível Bambaleão. 

O conheci quando ele interpretava ‘O Amigo da Onça’ no teatro. Eu conhecia algumas pessoas do elenco e saímos juntos algumas vezes. Baita talento!

Como já disse aqui em texto recente, outras figuras que conheci graças a esses programas da Cultura foram Kid Vinil e Redson, quando acompanhei um amigo que tocou no Boca Livre, e fiquei nos bastidores.

Ainda tinha o Som Pop e outros programas maravilhosos. Alguns até existem ainda hoje, mas completamente remodelados. 

Em Brasília há a TV Nacional, que é a retransmissora da Cultura na região, mas nem tudo que passava em SP, passava em BsB. Eu gostava até dos programas de documentários sobre animais que passavam. Tudo era bom.

Completamente novo pra mim foi ver a TV Gazeta, essa só conheci quando cheguei em SP. E foi bem no período de implementação da TV Mix, série de 4 programas divididos por horários e pautas. De manhã até o início da noite tinha a TV Mix 1, 2, 3 e 4. E é aí que quero chegar. Esse foi o embrião da MTV. Dá pra dizer numa boa que foi o “piloto” do que se tornou a MTV nos anos 90.

E pra despirocar de vez, ainda tinha o núcleo de humor da TV Gazeta com Grace Gianoukas, Ricardo Corte Real, Ângela Dip, Marcelo Mansfield, entre outros feras, e todos também em início de carreira. Minha memória sobre exatamente o programa que eles faziam é falha, mas eram esquetes feitas no fundo chroma, de uma forma bem tosca, assim como os cenários (quando havia) que eram igualmente toscos, mas tudo isso no bom sentido, porque fazia parte do contexto e era absurdamente inovador

Eu tinha algumas fitas VHS com essas esquetes, mas perdi com tantas mudanças na vida. Eles tinham um programa próprio, semanal, diário... enfim... Era ótimo e ria-se demais! Muito dessa porralouquice foi resgatada por Hermes & Renato na MTV (mesmo sem eles saberem) quando ainda era captado em VHS.

Nesse período entre 1987 e início dos anos 1990 era TV Cultura e TV Gazeta. Não tinha pra mais ninguém. Para a vida cultural da cidade em geral, eram essas as TVs. As bandas contavam com elas na ajuda para a divulgação de shows e lançamentos de discos. Fora o Boca Livre, havia outros programas que contavam com a participação de música ao vivo. O TV Mix 4, apresentado por Serginho Groisman, era um desses espaços.

A TV Mix inovou na linguagem de câmera, em pauta e na abordagem. A própria redação servia de cenário, câmera no ombro solta caminhando, com cabos e luzes aparecendo. Tudo dinâmico. Tudo ao mesmo tempo agora. O ‘Camera Aberta’ com Ale Primo na calçada da Paulista, poderia ser muito bem o Thunder, que anos depois seguiu a mesma linha na MTV, com muito improviso e boas sacadas (quem lembra do CEP MTV?).

Inclusive, mais de uma década depois da TV Mix, a MTV usou a mesma ideia de se fazer um mesmo programa dividido em horários e pautas, falo do Supernova, de 2000. TV Mix foi vanguarda, ainda mais misturada com a turma do humor. Impagável! 

A ligação entre TV Mix e MTV também se faz por pessoas que trabalharam nas duas produções, um desses nomes é da Astrid, além de outros profissionais por trás das câmeras que saíram da Gazeta para trabalhar na MTV. Fernando Meirelles, Tadeu Jungle e a produtora Olhar Eletrônico estão por trás da criação da TV Mix.

O teatro, a música, artes plásticas e tudo quanto é expressão artística estavam presentes no editorial da TV Mix. Todas as bandas que estavam na ativa nesse período, passaram pela TV Gazeta, ou para tocar ao vivo ou só para dar entrevista. Era um período legal, principalmente da cultura underground local, que estava surgindo junto com essa nova turma da TV.

Não havia muita verba, não havia muita externa, tudo feito ali na Av. Paulista. Como espectador posso falar que o que passava para nós era descontração e liberdade, justamente o que tínhamos na MTV, principalmente no início, de 1990 a 1996.

O legado da TV Mix dura até hoje!


PS: Videoclipe era coisa rara, mas na TV Cultura tinha o Som Pop e na TV Gazeta tinha o Realce (depois Clip Trip).