17 de abril de 2018

Manifesto Pela Extinção Imediata do Ser Humano

Volta e meia ouço alguém dizer, e eu mesmo também, que o mundo está chato. E como ! Chato por culpa nossa. Das coisas ruins que acontecem aqui não podemos culpar a natureza e o reino animal. Não há a quem mais culpar: eu, você, nós todos!

Não sei dizer e não tenho leitura suficiente pra saber quando foi o exato momento em que o ser humano pegou o caminho errado. (‘Adão e Eva’ não vale, porque não vela mentira)

Mas certamente o mal já veio embutido em nós. O bem também, mas não sei porque cargas d’água, nos damos melhor  com o mal. Com o ser humano o progresso e regresso estão juntos. Construção e destruição juntas. O bem e o mal juntos. Uma loucura!

É proibido matar, no entanto inventamos guerras e fabricamos armas de fogo. Revolveres, espingardas, metralhadoras, granadas, minas terrestres, tanques, bombas, mísseis, armas químicas crueis... Porra, não é proibido matar? Então porque existe indústria bélica? Por que não proibir em todo o mundo o uso de armas?

Se tratamos mal a nós mesmos, evidente que cagamos e andamos para o resto. Somos egoístas no volume máximo. Acontece que, ao invés de pensarmos em meios de abaixarmos esse volume, pensamos em maneiras que nos possibilitam aumentá-lo ainda mais. Não queremos resolver o problema, mas apenas camufla-lo, escondê-lo.

A poluição é o que mais mata no mundo. Doenças surgidas e desenvolvidas por sua culpa matam milhares de pessoas todo ano, todo dia, toda hora! Veja essa lista com China, EUA, Rússia, Japão, Índia, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Coréia do Sul e Itália. Quantos países poderosos! Esses são os 10+ que poluem (Brasil fica em 17º). Quais deles estão interessados em diminuir a emissão de gases venenosos? Quem irá comprar briga com eles?!?

No senado americano o aquecedor central é abastecido a carvão, cujos donos são os próprios senadores. Será que alguém, ali tem interesse em diminuir o uso do carvão?

Assim cada governo olha pro seu próprio umbigo e a vida segue. “Bora continuar matando todo mundo, porque o poder vem em primeiro lugar”. Nós seres humanos transformamos o Planeta Terra em uma bomba relógio, e quem manda não está nem aí pra isso, sem pensar na extinção do próprio ser humano. Isso, na verdade, não seria nada mal. A natureza e o reino animal iriam até agradecer!

Perceba como é a relação do ser humano nas grandes cidades (que ficam cada vez maiores). Pense na relação entre motorista – motociclista - ciclista - pedestre. O deslocamento urbano é um retrato fiel de como é a relação entre os seres humanos.

É o forte massacrando o fraco (quando o certo é o forte AJUDAR o fraco). "Quanto mais poder eu tenho, mais eu vou te humilhar. Quanto mais pra baixo você estiver, mais contente vou ficar". É assim nas relações sociais e profissionais. Como em um episódio da série ‘Black Mirror’, onde as pessoas andam com os smartphones na mão e dão nota de acordo com o comportamento de cada um. É tudo uma falsidade.

A coisa tá feia pro nosso lado. Foi tudo banalizado, até mesmo a violência. Hoje mata-se por nada: por causa de uma discussão besta no trânsito, de um esbarrão na rua ou mesmo por um tênis usado. Mata-se por qualquer coisa!

Veja como é o universo das torcidas de futebol uniformizadas. É pura violência. E perceba que ninguém faz nada. Pessoas são assassinadas e mortas a pauladas, mas ninguém é punido e preso. Por quê?

Somos maus. Somos maus com o próximo, maus com a natureza, maus com os animais, maus com qualquer coisa. Onde se pode colocar maldade, colocamos. Tanto colocando fogo em ônibus e desmatando florestas, quanto roubando inocentes e matando crianças. Telejornal dá audiência por conta das desgraças.

Exercícios bélicos são realizados, armas nucleares e químicas são desenvolvidas, a exploração de petróleo e outras riquezas minerais são exploradas de forma errada, com muita ganância. E quem movimenta esses mercados? Nós.

Sabemos que não se pode beber e dirigir, mas bebemos e dirigimos. Não pode roubar, mas roubamos. Não pode matar, mas matamos. Nâo se pode desmatar, mas desmatamos. Sabemos que a corrupção faz mal, mas ela existe tanto na área privada, quanto pública.

Perceba que praticamente tudo que surge conforme progredimos, seja em qualquer área...  engenharia, ciência, tecnologia, o automóvel, o avião, a pólvora, o computador, o foguete, a internet... sei lá, seja o que for, o ser humano é capaz de fazer uso para o mau de tudo o que surge de novo.

Pelo mundo todo corrupção e roubo de dinheiro público, resultam em hospitais mal equipados, escolas sem estrutura, fome e muita desigualdade. Triste, muito triste.

Pra onde olhamos há maldade. Executivos de futebol presos, atletas russos pegos em escândalo de doping, ditaduras matando crianças e cidadãos de bem, médicos inventando operações e cirurgias desnecessárias apenas pra obter comissão na venda de produtos medicinais, é avião que cai matando dezenas de pessoas por omissão das autoridades e nada acontece, torcedores morrem e nada acontece, balas perdidas matam crianças, mercado de drogas e armas que existem por complacência de autoridades, jovens que se suicidam por não aguentarem o bulling que sofrem, padres que praticam pedofilia... A lista de maldades não tem fim!

Um querendo ser melhor que o outro. Inveja por causa de coisas fúteis, supérfluas, de bens matérias, falsas relações. Selfie, selfie, selfie!

Fala-se em amor, mas ninguém o pratica.

O que fazer pra mudar isso? Como fazer pra mudar isso? Tem como mudar isso? Há interesse em mudar?

Talvez Shiva seja a solução: destruir pra reconstruir. O que pode acontecer para que a mudança aconteça? Como ela não vem por bem - já que não o praticamos - a mudança virá por mal. Certamente será através de uma grande guerra, uma peste... algo que irá aniquilar ao menos 2/3 da população mundial, obrigando a quem sobrar, mudar o modo de se viver, mudar o conceito das coisas e finalmente pensar no bem. No bem comum. Um pensamento sem fronteiras, sem diferenças.

Isso não é uma previsão apocalítica, é apenas o que consigo pensar, quando vejo toda essa maldade acontecendo e quando me pergunto ‘como isso pode mudar?’. A autodestruição é o caminho natural.

Pelo que acontece hoje no mundo tudo indica que as coisas realmente estão prestes a mudar. Assim ou virá nossa bendita extinção ou a bendita grande mudança.






19 de março de 2018

O DIÁRIO DA TURMA 1976-1986: A HISTÓRIA DO ROCK DE BRASÍLIA a Venda Direto com Autor

CAPA DA 2ª EDIÇÃO LANÇADA EM 2014



Olá! Esta postagem é pra dizer que agora faço a venda direta de meu livro ‘O DIÁRIO DA TURMA 1976-1986: A HISTÓRIA DO ROCK DE BRASÍLIA’.

Para adquirir um exemplar, ou mais, é só enviar e-mail para odiariodaturma7686@gmail.com.br

São poucos exemplares que restam.

A editora fechou e em seu site o livro se esgotou. Ele não é vendido em livrarias. Os exemplares que restam estão comigo. Até o começo do ano eram 400, mas agora há pouco mais de 300, pois muitos foram vendidos no MIS durante a exposição Renato Russo.

Por isso, desde já, essa 2ª edição, assim como a 1ª, é considerada item de colecionador.

Dê de presente e compre seu exemplar pelo e-mail odiariodaturma7686@gmail.com.br

Por enquanto, o preço é de R$ 50,00 já com despesas postais pagas (válido para território brasileiro).

Compre direto do autor, peça sua dedicatória.

O livro é composto por depoimentos de 70 pessoas, entre elas integrantes das bandas Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, e outras.

Nessa 2ª edição, além do texto de Dinho Ouro Preto na contra capa, também há texto de André Mueller, baixista da Plebe Rude; e as legendas das fotos são assinadas por Philippe Seabra também da Plebe Rude.

Há também duas reportagens de 1983 transcritas especialmente para essa edição. Uma é do Jornal do Brasil assinada por Jamari França onde conta sobre a Turma de Brasília que invadiu o Rio de Janeiro, e a outra é do Correio Braziliense, também de 1983, que fala dos punks da capital e há a primeira entrevista de Renato Russo.



CAPÍTULO ABORTO ELÉTRICO
Dinho - No show da Sala Funarte eu me enchi de orgulho de ver o Aborto Elétrico sendo tratado com dignidade e com respeito. De ver a banda em cima de um palco, com P.A., com luzes, bom som. Ali eu vi que não estava errado de pensar que o Aborto era uma grande banda e que merecia respeito pelo que fazia. Eu, como fã, vi ali que a justiça estava sendo feita.
Bi Ribeiro – Eu fui ao show do Aborto Elétrico na sala Funarte. Inclusive, o Iko tocou com uma guitarra que depois ficou com o Herbert.
Flávio Lemos - Esse é o show com melhor som que fizemos (na Sala Funarte), apesar da guitarra estar totalmente desafinada. Nós, obviamente, não nos ouvíamos. O Renato desafinava, mas mesmo assim ali dá pra ver o talento dele para bolar as melodias e, ouvindo as melodias do Renato dá pra ver coisas incríveis. Ele fazia cada show de um jeito.



CAPÍTULO CAPITAL INICIAL
Loro Jones – Chegamos a convidar o André Mueller para tocar baixo no Capital. Só não rolou porque ele estava montando a Plebe Rude. O André já sabia tocar e o Flávio, apesar do Aborto, não sabia.
Flávio Lemos – Lembro que estávamos numa festa, logo depois do fim do Aborto, e o Fê e o Loro resolveram levar um som lá em casa, no Lago Norte. Assim pintou o Capital Inicial. Nos primeiros ensaios, rolaram três músicas, entre elas “Psicopata”.



CAPÍTULO RENATO RUSSO
Adriane - O Renato tinha uma mania esquisita de gravar as conversas com as pessoas que iam à casa dele. Uma vez eu fui lá com o Eduardo e mais alguém e o Renato começou a fazer algumas perguntas filosóficas, parecia que ele estava manipulando a conversa. Eram poucas pessoas que sabiam disso e, pra elas, ele mostrava algumas das gravações. O dia em que eu o flagrei gravando nossa conversa, ele se explicou, pediu desculpas e desgravou à fita na minha frente. Eu fiquei sem reação porque estávamos conversando sobre coisas íntimas, infância, problemas e outras coisas desse tipo. Foi aí que percebi que ele manipulava as conversas.
Babú - Tente perceber uma coisa nas letras do Renato: ele fala o que as pessoas querem escutar e, pra ter essa percepção, tem que ter informação de outras pessoas em sua volta, então eu acho, que ele fazia uma espécie de laboratório com essas gravações.



CAPÍTULO FESTAS
Rogério Lopes - Me lembro de uma festa que, quando estávamos indo, paramos numa padaria e alguém roubou uma caixa de casquinha de sorvete. Fomos à festa, invadimos, botamos nossas fitas e a certa altura todas as casquinhas estavam quebradas pelo chão da casa inteira. Teve gente que roubou batom no banheiro e ficou escrevendo pelas paredes, invadiram a cozinha, prepararam pizzas, sanduíches e ainda jogavam os discos na parede. Pegavam queijo inteiro na geladeira, davam uma dentada e jogavam fora.
      Nós cheirávamos muito loló, era uma constante, fazíamos o loló e ficávamos cheirando durante a festa inteira e teve um canadense, o Daniel, que chegou a bebê-lo e passou muito mal e caiu de cabeça no chão e quase morreu, porque tinham uns pregos a centímetros de sua cabeça.   
      Numa festa na embaixada dos Emirados Árabes, que invadimos, um monte de gente cuspiu dentro de uma jarra de suco e depois, os convidados beberam. Numa outra vez, procurando festa no Lago Norte, entramos uma casa onde não havia ninguém conhecido, tinha uma senhora com cadeira de rodas perto da mesa e todo mundo entrou começou a comer todos os pães e patês que estavam na mesa, pegando as bebidas, dando a volta pela mesa e saindo por outra porta pra ir embora. Não sobrou nada.
Henrique - Depois do roubo das casquinhas de sorvetes, a galera entrou no meu carro, nessa festa rolou uma guerra. Até aí tudo bem, mas depois a galera entrou no meu carro de novo, só que todos sujos e o carro ficou imundo. Fomos todos pro Radicaos, estacionei o carro e chegando lá, descobri que ele estava sendo procurado pela polícia, quando voltei pro carro, vi todos sendo revistados pela polícia, alguns chegaram a tomar porrada (foi o caso do Ameba) e foi todo mundo pra delegacia de camburão. O delegado passou um sermão e liberou a galera.


Mais trechos clique aqui

Mais detalhes e venda do livro através do e-mail odiariodaturma7686@gmail.com













CAPA DA 1ª EDIÇÃO LANÇADA EM 2001












14 de março de 2018

Rock Brasileiro: Um Zumbi Dentro da Bolha

Mais uma vez esse assunto em pauta. Também pudera o que se vê no mundo e no Brasil são artistas insossos, como diz um velho amigo “são como água: sem sabor, sem cor, sem cheiro”. E é verdade.

Eis aqui uma prova cabal, e material, que comprova que o fim está próximo: A Anafima (Associação Nacional da Indústria da Música), em recente pesquisa, divulgou que houve uma queda brusca na venda de guitarras em 78% entre 2012 e 2017.

Tudo bem que as coisas mudaram e que hoje o rock não se faz só com guitarra, mas esse fato não serve de desculpa.

Isso acontece porque o interesse do jovem brasileiro mudou muito desde a década de 1970. Antigamente eram poucas as opções de lazer, eram poucas as distrações que estavam ao alcance do jovem que cresceu em meio a uma ditadura militar onde, além de tudo ser proibido, era quase impossível de se ter acesso ao que vinha de fora.

Coisas como música, artes cênicas, skate e surf eram vistos pelos pais e adultos como prática comum entre jovens delinquentes, erráticos e fora da caixinha.

Não existiam opções de faculdade e formação que não fosse o tradicional: direito, medicina, odontologia, administração, arquitetura... Não havia faculdade de publicidade, marketing, design, moda e tantas outras que surgiram principalmente dos anos 1990 pra cá.

Durante décadas a música - o rock e suas vertentes - era a principal válvula de escape de 95% dos jovens, porque nela também estava inserida a moda e o comportamento. Roupa, cabelo, gíria, postura tudo isso era parte desse contexto. Não à toa a postura escrachada e colorida da Blitz, que falava explicitamente de nudez e sexo em "Você Não Soube Me Amar", foi um fenômeno em 1982.

Com o surgimento da MTV aí o apelo visual ficou ainda mais forte, e com ele a tecnologia que era mostrada nos clipes, seja através de efeitos de vídeo, seja nos instrumentos mostrados em clipes do Devo, Kraftwerk, Duran Duran e outros.

Tudo era novidade! Uma avalanche de novidades!  E elas vinham a cada novo disco, clipe, até mesmo em revistas mensais (como a Roll e Bizz).

Entre os amigos e outros jovens, você era visto como diferente (no bom sentido) se tivesse uma banda ou tocasse algum instrumento do tipo guitarra, baixo ou bateria. Era o máximo! Quando eu ia aos ensaios das bandas em Brasília, e eu tinha 12 / 13 anos, eu não só ficava babando nas músicas, mas também nos instrumentos. Eu pegava minha bicicleta e ia longe, na casa de alguém, só pra poder ver de perto um instrumento desses... mesmo que fosse nacional tipo Rei.

Você sair com uma calça vermelha, azul, um tênis quadriculado ou mesmo uma simples camiseta de banda era motivo para adultos te olharem com cara de estranhamento, enquanto que para as pessoas de sua geração você era visto como moderno. Como já escrevi aqui, uma camiseta de banda era capaz de fazer amizades eternas e até casamentos.

Não à toa o Rock in Rio foi um estardalhaço. Festival de rock no Brasil em 1985? Hahaha. No início nem mesmo os artistas convidados acreditavam.

New Order, Cure, Depeche Mode, Smiths, Prince, U2, Van Halen, Iron Maiden, Jesus and Mary Chain, Blitz, Paralamas, Legião, Titãs, Camisa deVênus, Barão, Ira!, Engenheiros...

Depois disso ainda veio à cena Madchester, o Grunge e o Britpop. No Brasil o surgimento da MTV deu uma ótima turbinada na geração 80 e ainda apresentou Chico Science e Nação Zumbi, mundo livre s/a, Pato Fu, Skank, O Rappa, Planet Hemp, Raimundos. E na segunda metade dos 90 veio CPM22, Charlie Brown Jr., Los Hermanos e Pitty.

Aí acabou. Aqui no Brasil não tivemos mais nada significativo, e provavelmente não mais teremos.

Junto com tudo isso aconteceu mudanças significativas no mundo. Aqui no Brasil a TV a cabo foi um importante instrumento de globalização para o jovem, foi a pré-internet. Ter acesso a outras culturas através da televisão, isso era uma coisa que antes tínhamos de forma restrita e censurada. A TV a cabo abriu novos horizontes e produções internacionais mostraram como era o mundo fora da bolha Brasil.

Outro fator bastante significativo foi a abertura comercial. Finalmente tivemos acesso a produtos importados. Era o fim da escravidão dos mal fabricados instrumentos e equipamentos nacionais. Mudou tudo no ensaio, no show, no estúdio e na gravação.

Novas oportunidades profissionais surgiram. Viagens ao exterior ficaram mais fáceis de se fazer. Veio o Real que trouxe estabilidade econômica que o Brasil não tinha nem com os milicos e nem com o péssimo governo Sarney. Até mesmo essa estabilidade foi novidade, o que abriu as portas para um forte consumo.

Nessa mesma época a tecnologia começou a entrar em nossas vidas, primeiramente aos poucos e depois com tudo! Aí, com tecnologia e a internet tivemos muito mais acesso ao resto do mundo, mais do que a televisão a cabo nos dava.

Mais uma vez novos horizontes se abriram para os jovens. Mais uma vez a chegada de novas possibilidades e novas profissões.

O interesse pela música e pelo rock foi diminuindo. Não o interesse em escutar rock, mas sim o interesse em fazer rock. Com tantas outras atividades, novas profissões, muitas delas legais, que exigem criatividade e mente aberta, e ainda por cima dão boa remuneração, o jovem de hoje não vê mais motivo para querer fazer rock, isso custa dinheiro e não dá retorno?

Nesse contexto todo nada mais natural do que as vendas de guitarras despencarem. O rock se tornou algo comum, inserido no establishment. O rock há muito deixou de ser contestador. Hoje há outros modos de contestação e expressão.

E quando algo perde sentido, perde-se a razão em existir. O rock brasileiro hoje é assim, um zumbi andando a esmo dentro de sua bolha.